Espaço inaugurado na última semana tem capacidade para seis animais. Até agora, cinco bugios já foram readaptados
Depois de sofrerem com agressões físicas provocadas por acidentes ou por terem sido tirados do seu habitat muito cedo, cinco bugios ganharam garantias de sobrevivência, no mini-zôo de Canoas. O espaço, que funciona junto ao Parque Municipal Getúlio Vargas, mais conhecido como Capão do Corvo, teve um de seus recintos adaptados para receber os primatas. Desde a última semana, Eva, Jack, Venâncio, Chico e Carlinhos, como foram batizados os bugios, vivem em um ambiente com 44m², "o que lhes permite viver o mais próximo do seu habitat", conforme destaca a bióloga do zoológico, Liliana Castoldi.
Antes de serem transferidos para o novo local, os bugios passaram por um período de quarentena, recebendo os cuidados básicos e sendo submetidos a exames. "Com isso, ganhamos mais tempo para preparar o espaço onde eles seriam colocados", destacou Liliana. Desde julho, quando um filhote da espécie foi doado ao mini-zôo por uma família do município de Nova Santa Rita, e uma fêmea foi levada ao local após ter as mãos amputadas em contato com fios de alta-tensão, a equipe do zoológico, coordenada pelo veterinário Elisandro Oliveira Santos, passou a trabalhar intensamente para abrigar os novos moradores.
O recinto que era ocupado pelas gralhas foi adaptado para os bugios. "O espaço é grande, maior que os demais construídos no mini-zôo, e tem capacidade para seis animais. Fizemos um trabalho de adaptação não só do local, mas, também, com eles, para que aprendessem a viver em conjunto, respeitando o espaço um do outro", frisou a bióloga. Nos próximos dias, o último integrante do recinto passará a conviver com a família de bugios.