Iniciativa tem como objetivo identificar os casos de atendimentos por doenças provocadas pela poluição atmosférica
É a falta de qualidade no ar que origina a maioria das doenças respiratórias. Na tentativa de identificar e propor medidas preventivas de tais patologias, o governo do Estado lançou o programa de Vigilância em Saúde e Qualidade do Ar (Vigiar). Em Canoas, a iniciativa é coordenada pelo Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Canoas, desde 2005. Na tarde desta terça-feira, foram apresentados os resultados do projeto para representantes de instituições de saúde do município.
De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde de Canoas, Rosa Groenwald, o objetivo da iniciativa é acompanhar os efeitos sobre a saúde provocados pelo impacto da atmosfera. De 2005 até setembro de 2008, 24.443 pessoas procuraram as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município devido a problemas respiratórios. A procura é maior nos bairros Guajuviras e Mathias Velho, os mais populosos da cidade. A média de idade dos pacientes fica na faixa de 1 a 4 anos e de 60 anos para cima. "A cada mil crianças, 650 precisam de atendimento por apresentarem quadros de asma, bronquite ou rinite", frisou Rosa.
No Rio Grande do Sul, as complicações respiratórias são a principal causa de internação e morte. Neste sentido, o Vigiar também atua com o intuito de estabelecer um conjunto de ações e serviços que propiciem o conhecimento e a detecção de fatores das doenças de risco do meio ambiente e que interferem na saúde humana.
Canoas foi a cidade-piloto do programa e também o primeiro município a ser contemplado com equipamentos - 23 computadores doados em 2006 pela Secretaria Estadual de Saúde - para garantir maior agilidade na apuração dos dados.