Canoas é uma das cidades que vai discutir o papel da mulher na segurança pública nacional. Sete cidades vão debater o tema para levar propostas à Conferência Nacional de Segurança (Conseg), que acontece de 27 a 30 de agosto, em Brasília. A participação do município na conferência ficou acertada durante a visita da subsecretária nacional de políticas para as mulheres, Aparecida Gonçalves, nesta quinta-feira, 19.
Um grupo do movimento de mulheres canoenses recepcionou a visitante na secretaria de Segurança Pública e Cidadania. Entre as participantes estavam representantes da secretaria Estadual de Segurança, do Instituto da Mulher em Desenvolvimento, das coordenadorias municipais de Políticas para as Mulheres, Relações Comunitárias e de Inclusão Social, além das secretarias de Saúde e Educação.
De acordo com Aparecida, políticas públicas para as mulheres devem ir além da questão da violência. "Precisamos mudar o olhar da mulher sobre a segurança, desenvolvendo um kit básico de atuação pública com diversos serviços e formas de atendimento", comentou. Para subsecretária nacional, é necessário reunir os trabalhos das delegacias e da Defensoria Pública por meio da criação de um Centro de Referência e de uma casa de Passagem para pessoas agredidas. Além disso, o trabalho do Juizado Especial da Violência contra a Mulher, na opinião de Aparecida, é uma ferramenta importante no processo.
O secretário de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopittke, agradeceu a mobilização do grupo e ressaltou a importância da participação das mulheres nas discussões da Conseg. "Eu fui um dos incentivadores desta conferência, me emociona ver todos os setores da sociedade se envolvendo", afirmou.
A tarde em Canoas possibilitou a Aparecida uma visita à Delegacia da Mulher, onde ela acompanhou a realidade do trabalho na cidade. O pacto para oficializar Canoas como uma das cidades que vão dialogar sobre a mulher na segurança pública acontecerá no dia 6 de abril, com a visita da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e presidente do Conselho Nacional de Direitos da Mulher, Nilcéia Freire.
Rachel Duarte