Em pouco mais de dois meses de trabalho, a Administração Municipal já desenvolveu dez projetos para reformulação do sistema de segurança pública local. A cidade, que até então não dispunha de políticas eficazes para a área, recebeu sua primeira avaliação pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Em visita a Canoas, nessa sexta-feira, 13, a coordenadora geral de Prevenção à Violência da Senasp, Cristina Villanova, considerou avançado o processo de formulação das ações na cidade.
Para Cristina, a participação do município nos projetos do governo federal era um antigo anseio da Senasp. "Nós insistimos com a Prefeitura, que nunca participou das propostas nacionais. Agora, vendo todos esses projetos, que seguem a nossa orientação, com foco na prevenção à violência, integrado com os órgãos de segurança, fico muito otimista com o avanço da cidade", projetou. O secretário de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopittke, elogiou o empenho da equipe da secretaria no compromisso, responsabilidade e demonstraçào de resultados. Para ele, as mudanças na Segurança Pública municipal serão percebidas de forma gradual pela sociedade, uma vez que o foco é a prevenção. "Vamos trabalhar os conflitos como parte da convivência social. É preciso unir repressão com prevenção e, pensar a segurança de modo transversal, aliada com a Saúde, Educação e demais áreas da administração pública", explicou.
Entre os projetos apresentados por Kopittke estão uma Escola Comunitária, o Observatório de Segurança, a reformulação da Guarda Municipal, um Centro Integrado de Segurança Móvel, o Procon Itinerante e o Mulheres da Paz. Cada ação complementa o processo de mudança da segurança pública na cidade. Por exemplo, o Observatório de Segurança será um local abastecido de dados da Polícia Civil, do Sistema Único de Saúde, e demais órgãos que detenham relatórios e informações importantes para o diagnóstico da realidade do município. Nele também será centralizada a pesquisa de vitimização, que traçará o perfil dos tipos de violências que acontecem na cidade. Com isso, a Guarda Municipal, as Mulheres da Paz e todos os demais atores do Plano de Ação Territorial Integrada poderão interferir nas comunidades, por região.
Rachel Duarte