Crianças e adolescentes com remotas possibilidades de adoção serão assistidos por um grupo especial formado por abrigos, entidades, Conselho Tutelar, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condica). Chamado de Comissão Municipal de Apadrinhamento Afetivo para Crianças e Adolescentes, o projeto visa organizar a implementação da primeira turma de padrinhos e madrinhas que se habilitarão e estabelecerão um laço contínuo, para possivelmente efetuar a adoção dos jovens.
A implantação do programa prevê um cronograma com lançamento oficial, cadastramento dos inscritos, entrevista individual, apresentação da documentação, oficinas de preparação e uma festa que contemplará o encontro final. A escolha será mútua e feita por afinidade. O Ministério Público atuará em parceria incentivando e fiscalizando.
Com a iniciativa, a rede de proteção social pretende fortalecer ações conjuntas com poder público. "Essa comissão pretende incentivar retorno familiar ou adoção dessas crianças e adolescentes. Assim é possível agir na redução dos danos, pois o apadrinhamento pode ser uma solução um problema que pode ser reversível", afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Márcia Falcão.
Qualquer cidadão canoense pode participar. A inscrição acontece na SMDS, através da Diretoria de Proteção Social Especial, pelo telefone 3472 0356, informando nome, telefone e e-mail do interessado.
Mariela Carneiro