"Hoje encerramos o ciclo da descentralização das farmácias básicas de Canoas", declarou a vice-prefeita de Canoas e secretária municipal de Saúde, Beth Colombo, ao iniciar a cerimônia de inauguração da quarta unidade de entrega de medicamentos gratuitos à população canoense nesta quarta-feira, dia 25.
O bairro Mathias Velho recebeu a quarta etapa de um projeto que o próprio prefeito de Canoas, Jairo Jorge, qualificou como desafiador. Ele solicitou à secretária que o projeto fosse finalizado em 30 dias, e não mais 60, como era proposto inicialmente.
Beth agradeceu ao prefeito por tê-la desafiado. Segundo ela, o fato de ter conseguido realizar o compromisso no prazo estipulado demonstra a união de uma equipe em torno de um propósito e motiva a continuação do trabalho para solucionar os problemas existentes na saúde.
Em menos de 30 dias, as três primeiras farmácias básicas distritais, inauguradas em março nos bairros Rio Branco, Niterói e Guajuviras, entregaram cinco mil medicamentos e receberam cerca de quatro mil cadastros de pacientes. "O próximo desafio que sugeri à Beth é organizar um sistema que disponibilize a marcação de consultas pelo telefone, para amenizar as filas", declarou o prefeito.
Hadoika Aiko, supervisora da Unidade Básica de Saúde do Mathias Velho, local que abriga as instalações da unidade farmacêutica inaugurada nesta quarta, ressalta que a iniciativa é fundamental para a comunidade da região, pois vai contribuir para maior adesão aos tratamentos, facilitando o acesso à medicação.
"A procura por informações está grande desde o início da semana. As pessoas querem saber o horário de funcionamento e como se cadastrar. A comunidade está se mostrando muito satisfeita", afirmava ela durante a cerimônia.
Para o conselheiro municipal de saúde José Moacir, a farmácia é um grandioso passo para a saúde na localidade. "O pessoal de menor renda é atendido e leva o remédio para casa", enfatizava. O pedreiro Jurandir Lissane estava aliviado por saber que iria conseguir o medicamento captopril, indicado para hipertensão arterial e que estava em falta desde setembro.
Mariela Carneiro,
com colaboração de Ronaldo M. Botelho