As mulheres vão ter um papel especial na ação territorial integrada contra a violência, a ser implementada a partir do dia 17 de abril no Guajuviras, coincidente com o aniversário dos 22 anos desse bairro. O projeto, que está sob a coordenação da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania, envolve uma rede de ações transversais, entre as quais o projeto Mulheres pela Paz.
A iniciativa prevê a inscrição de 150 mulheres a partir de julho, para o desenvolvimento das atividades já em agosto. Nas últimas semanas, Maria Zélia realizou mais de 16 visitas à mães de vítimas da violência, em que identificou o drama de quem vive essa situação. "Há mães desacreditadas porque se sentem desprotegidas e impotentes", analisa.
O projeto Mulheres Pela Paz é articulado com o apoio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres e prevê a participação de mães, que conhecem o bairro em que vivem. "A mulher, que tradicionalmente sempre foi vista como passiva, vai inverter seu papel nesse processo, como protagonista e agente", avalia a titular dessa pasta, Maria Aparecida Flores Lima.
Coerente com a perspectiva integradora do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci), no qual está inserida essa iniciativa, o projeto Mulheres da Paz prevê a capacitação de equipes para a atuação articulada com outras frentes, como saúde, habitação e direitos humanos. O bairro Guajuviras, que tem o maior índice de criminalidade em Canoas, e o Mathias Velho serão laboratórios para a implementação dessas ações.
Ronaldo M. Botelho