Uma das ênfases nas intervenções dos integrantes da mesa na etapa metropolitana da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), realizada nesse fim de semana em Canoas, foi a articulação de ações integradas para o enfrentamento da violência. "As cidades da região metropolitana têm problemas comuns nesse campo, e as soluções tem que ser comuns", resume o secretário de segurança pública de São Leopoldo, Carlos Santana, um dos debatedores. Além de especialistas e autoridades, a Conferência reuniu gestores públicos de mais de 30 municípios da região metropolitana de Porto Alegre.
Para o antropólogo Luiz Eduardo Soares, o quadro da violência no País é alarmante, especialmente pelo alto índice de assassinatos de jovens da periferia. Ele nota que o modelo vigente no País vitima tanto civis quanto policiais, e precisa ser superado. Autor de vários livros sobre segurança pública, e com uma trajetória que foi referência no governo do estado do RJ, Soares também observou que o combate à violência exige o engajamento de toda a sociedade. "É necessário nos unirmos em torno de um consenso, uma coalizão transversal capaz de nos trazer para um novo patamar", aponta.
As várias ações da administração municipal de Canoas na área, como o projeto de implantação de um plano de ação territorial integrada e a criação do Conselho Municipal de Segurança Pública, foram elogiadas nesse evento pelo secretário de Nova Iguaçu. "Canoas está conseguindo transformar o sonho do Pronasci (Programa Nacional de Segurança e Cidadania, do governo federal) em realidade. O RS pode desempenhar um papel fundamental nesse processo, não é à toa que iniciamos aqui essa jornada nacional", avalia.
Ronaldo M. Botelho