Foi aberto oficialmente em Canoas o primeiro curso de Convivência Segura e Cidadã do Brasil. Na pauta questões como a interpretação dos fenômenos de violência, e sua incidência nas políticas públicas, e conceitos sobre o desenvolvimento humano. Para abordá-los, foram convidados palestrantes nacionais e internacionais, além de representantes do poder público de Canoas e também da Ulbra (Universidade que sediou o evento).
Uma solenidade de abertura, conduzida pelo anfitrião Alberto Kopittke, secretário de Segurança Pública de Canoas, antecedeu as palestras desta terça-feira, 14. Diante de participantes vindos de todos os rincões do Estado, e também de Santa Catarina e Paraná, Kopittke salientou a importância da integração entre os países da América Latina sobre o tema. "Na maioria das vezes a relação internacional é voltada à economia, mas, hoje estamos conveniando de que cidadania e segurança pública também deve estar na pauta", explicou. Ele comentou ainda que, o modelo de gestão em segurança mudará quando as decisões forem tomadas coletivamente.
Para isso, o governo federal firmou acordo de cooperação com o Programa das Nações Unidas (Pnud) que levará para sete regiões brasileiras o exemplo de combate à violência aplicado em Bogotá, na Colômbia. Canoas foi a cidade escolhida, entre os estados da região sul, para receber os principais protagonistas do assunto na América Latina. Nesta terça-feira, 14, o consultor em criminologia do Pnud, Jairo Libreros, falou sobre as políticas públicas de segurança cidadã que deram resultados significativos em Bogotá. Nesta quinta-feira, 15, ele segue suas explanações apontando os temas Crime Organizado e Proteção de Crianças e Adolescentes.
Além de Libreros, o ex-secretário de Bogotá Hugo Acero integra o curso que acontece em Canoas até o dia 18 de abril. O curso do Pnud é destinado aos gestores em segurança pública, representantes do poder público e também alguns participantes da sociedade civil que integram comissões organizadoras da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). Serão 36 horas/aula, divididas em palestras e quatro horas dedicadas à discussão de três eixos da conferência, prevista para o sábado, 18.
Rachel Duarte