A superação do velho municipalismo, através de uma agenda inovadora na gestão pública, é um dos principais desafios apresentados para os gestores públicos no novo ciclo histórico de desenvolvimento. A avaliação foi parte da palestra 'Governança municipal inovadora em tempos de mudança', proferida pelo professor Vicente Trevas na última segunda-feira, 13, no auditório da Unilassale, em Canoas.
O evento esteve inserido na reunião de equipe da administração municipal para o balanço dos primeiros 100 dias do governo. Em uma mesa coordenada pelo prefeito de Canoas, Jairo Jorge, além de secretários de pastas estratégicas, Trevas salientou que as novas matrizes de desenvolvimento exigem das cidades pólos, como Canoas, a integração em redes sociais para o enfrentamento das demandas contemporâneas. "Estamos vivendo uma forma específica de segregação, que é a urbana", nota.
Participação e Desenvolvimento
Após a exposição, integrantes da gestão municipal de Canoas relacionaram o diagnóstico do palestrante com os desafios impostos à administração atual, como o de conciliar a participação cidadã, a mediação de grupos de interesse e o atendimento a demandas sociais. "É preciso construir um novo paradigma de aplicação dos recurspos públicos", aponta o secretário municipal de segurança pública e cidadania, Alberto Kopittke, que coordena o Plano de Ação Territorial Integrada, que deve ser lançado em breve no bairro Guajuviras.
Diante de um público de mais de 500 servidores - entre secretários, técnicos e líderes de equipe de vários níveis da administração municipal de Canoas - o assessor da presidência da Caixa Econômica Federal observou que a conjuntura nacional apresenta uma nova matriz de desenvolvimento, que impõe desafios específicos. "A cidade impõe uma certa agenda que, senão tomarmos conta, ela vai nos absorver", alerta.
Para a Procuradora Geral do Município, Roberta Baggio, as diferentes realidades locais exigem diagnósticos e respostas condizentes. "Os municípios brasileiros tem tido soluções semelhantes para realidades assimétricas", considera. Na síntese de sua intervenção, Trevas destacou a importância da novas formas de relação do poder público com o território e a sociedade civil para o encontro de soluções para suas demandas. "Temos que fazer um ajuste com o senso comum sobre nossos problemas", pondera.
Ronaldo M. Botelho