Quais os fatores de risco que geram a violência? Esse questionamento, no âmbito familiar, educacional e comunitário, foi respondido pelos participantes do curso de Convivência Segura e Cidadã, que acontece até sábado, 18, na Ulbra Canoas. Através de exercício em grupo, todos os gestores de segurança publica da região Sul do Pais, que participam do curso, apontaram os possíveis fatores que influenciam no processo de geração da violência.
A ausência dos pais e a falta de limites foram fatores apontados entre os participantes em relação ao papel da família na formação de jovens e crianças. A má qualidade do ensino e a transferência de responsabilidades para os pais são os elementos que contribuem para o surgimento da violência quando o assunto foi o papel da escola da formação desses jovens. Quando a referência foi a comunidade, o comportamento individualista dos cidadãos foi o principal fator levantado pelos grupos.
Na análise do sociólogo e jornalista, Marcos Rolim, que orientou a atividade, os fatores se aproximam dos que realmente apresentam risco. Ele exemplificou que, na faixa dos seis aos 14 anos, o que mais influencia e o abandono ou a negligência dos pais. "Surpreendentemente a negligência chega a superar os casos de abandono. A questão dos excessos também influencia, como, ser rígido ou permissivo demais na educação dos filhos", argumentou.
A troca entre Rolim e os participantes do curso foi um dos destaques da programação do evento nesta quinta-feira, 16. Na sexta, 17, acontecem duas palestras com o sociólogo colombiano e ex-secretario de Segurança de Bogotá, Hugo Acero. A partir das 9 horas, ele fala sobre Governabilidade e Segurança Cidadã: políticas locais de sucesso na America Latina. Já à tarde, o tema será Espaços Urbanos Seguros e Intervenção em lugares e alto risco.
Rachel Duarte