'Ajudar as pessoas enquanto eu puder, pois amanhã pode ser tarde'. Com esse princípio, o professor Álvaro dirige há cinco anos o Grupo de Dança e Teatro São Luís. O grupo foi destaque durante a edição do Caravana Cultural deste sábado, 25.
O Caravana Cultural é um dos projetos da Secretaria Municipal de Cultura, que envolve ações descentralizadas na cidade, valorizando os talentos locais. "Essa movimentação, trazida da prefeitura para nós, é muito importante", nota o professor Álvaro, que tem uma trajetória de 22 anos em ações voluntárias.
O grupo do bairro São Luis reúne atualmente 59 moradores, entre crianças e adultos, que realizam apresentações periódicas pela cidade. "Isso é muito bom, um incentivo grande", observa Jeci Araújo de Souza, 64 anos, enquanto se encanta ao observar os seus quatro netos dançando ao lado da Praça Pedro de Melo. "Até o fim do ano, pretendo reunir 72 pessoas", declara o professor Álvaro.
Rosas com leitura
Outra atração no bairro foi a oficina de frotagem, ministrada pelo professor e artista plástico Fernando Lima. Sua técnica, que envolve a utilização de latas de cerveja como matrizes na impressão de figuras em papel, despertou interesse pela simplicidade e baixo custo da técnica. "Venho pesquisando o uso de materiais acessíveis nas artes plásticas", explica.
Recuperando uma tradição da Catalunha (Espanha), em que rosas são entregues na aquisição de livros durante o dia de São Jorge, Lima ensinava os presentes à imprimirem rosas, através de sua técnica, e distribuírem entre os presentes. Dono de um ateliê no bairro Niterói, Lima é formado em artes plásticas e especialista em poéticas visuais.
Atuando como gerente de Artes Visuais na Secretaria Municipal de Cultura, onde orienta projetos na área de artes plásticas, ele destaca a oportunidade da interação nos bairros. "É um contato gratificante, na medida em que enxergamos o entusiasmo das crianças", considera.
Além da dança, o Caravana Cultural desta semana contou com a habitual ação do Sacola Itinerante, outra das iniciativas da prefeitura, e que promove a difusão da leitura através da cooperação comunitária. Brincadeiras infantis e a tradicional feira da Economia Solidária também complementaram a tarde cultural no São Luís.
Ronaldo M. Botelho