Solidariedade, maturidade e seriedade foram alguns dos adjetivos utilizados pelo prefeito Jairo Jorge para caracterizar a atitude dos vereadores do município, de doarem dois veículos para programas municipais relacionados transporte de alunos portadores de necessidades especiais e moradores de rua. "Quero registrar a compreensão e solidariedade dos 15 vereadores. Esse gesto demonstra um compromisso com a cidade", resume o prefeito.
A cerimônia ocorreu na manhã desta quarta-feira, 29, e contou com a presença do presidente da Câmara, Nelson dos Santos (Nelsinho Metalúrgico), da secretaria de desenvolvimento social, Márcia Falcão, e do secretário municipal de educação, Paulo Ritter, entre outros membros do executivo, vereadores e da comunidade canoense. "Há um consenso na câmara de que vivemos um momento especial em Canoas. Nesse cenário de crise, estamos nos somando à esse esforço para que a cidade saia dessa situação difícil", declara o vereador Neson.
Entre os dois veículos doados a Câmara, uma kombi, ano 2001, com oito lugares, foi recebida pela Secretaria de Desenvolvimento Social. O veículo será utilizado na abordagem e recolhimento de pessoas em situação de rua, dentro do projeto 'Um novo olhar para a rua'. "Essa doação vai permitir o desenvolvimento dessas ações, que não ocorrem isoladas, mas integram uma política pública social, vinculada com outras secretarias", explica a coordenadora desse projeto, Loiva Dietrich.
O outro veículo doado, uma van IvecoFiat D4012, ano 2004, vai reforçar o tramporte alunos portadores de necessidades especiais do Centro de Capacitação, Inclusão e Acessibilidade (CEIA), da Secretaria Municipal de Educação. "Trata-se de uma contribuição fundamental, que vai atender a uma demanda reprimida. Há cerca de 100 alunos dependendo de avalação para serem incluídos nesse serviço", informa o gestor da unidade de inclusão dessa secretaria, Ronaldo Ribeiro.
Pais e professores e alunos desse projeto, e também do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), prestigiaram a solenidade. "Temos alunos de todas as partes da cidade, a maioria das crianças o pai tem que levar", explica a professora Ana Rauup, integrante da equipe do EJA.
Ronaldo M. Botelho