O projeto construído para o transporte coletivo de Canoas não está somente na desativação do antigo terminal de transbordo e na implantação do sistema Parada Fácil, ocorrido no final de fevereiro. Teve início nesta última quinta-feira, 30, o processo de debates entre a Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade e líderes da comunidade canoense. A intenção dos encontros é formular um novo sistema de transporte, principalmente no que diz respeito à linhas e itinerários. Participam desse processo, além da equipe da secretaria, representantes de entidades e associações de bairro e delegados do Orçamento Participativo de Canoas (OP Canoas).
Conforme o secretário Luiz Carlos Bertotto, esse é o início da construção de um novo projeto, ouvindo da sociedade o que lhes é pertinente ao dia-a-dia. "Não queremos realizar uma ação pronta, construída em gabinete. Queremos fazer um transporte interagindo com todos vocês", declarou o secretário aos presentes na Subprefeitura Noroeste, no bairro Mathias Velho, primeira região a discutir o assunto com a Administração Municipal. Nas próximas quintas de maio, a iniciativa prossegue nas regiões, nordeste (Guajuviras), sudeste (Niterói) e sudoeste (Rio Branco), respectivamente.
Após encerrado este ciclo, outra rodada de discussões vai ocorrer em meados de julho, para então, toda a comunidade, em forma de audiência pública, participar de explanações com algumas decisões prévias. De acordo com Bertotto, à medida que essas reuniões acontecerem as novas experiências começarão a ser implantadas. Ele afirmou que, dessa forma, fica mais fácil de avaliar e fiscalizar. "A população estará observando de perto, e o poder público, da mesma forma, estará perto da população para ouvir as sugestões e críticas", ressaltou.
O presidente da Associação de Moradores do Bairro São Luiz, Osvaldo Ferreira aponta que, em sua região, apenas uma linha contempla os moradores, com o agravante de não cumprir regularmente os horários. "Considero essas experiências saudáveis e fundamentais para os canoenses. Não existe outra forma de solucionar os problemas que não seja o diálogo com as pessoas", complementou. Ferreira ainda levou aos gestores da pasta de transporte a necessidade de que sejam criadas mais linhas transversais. Ele entende que, dessa forma, diminuirá o tempo de espera e superlotação das transversais já existentes.
Mariela Carneiro