O projeto Caravana da Dignidade começou no final de março e, desde então, está realizando visitas nas 27 instituições de longa permanência para idosos de Canoas. Mesmo sem finalizar o cronograma de visitas, a equipe viu a necessidade de solicitar à Promotoria de Justiça do Ministério Público uma reunião para discutir a situação de três estabelecimentos em que consideraram emergente a intervenção desta instituição.
As promotoras Daniela Schilling de Almeida e Claudia Maria Oliveira de Albuquerque Medeiros receberam os representantes da comitiva, formada pela Vigilância em Saúde do Município, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Coordenadoria de Inclusão Social e Acessibilidade, Conselho de Saúde de Canoas e Conselho do Idoso. As representantes do poder judiciário afirmaram que, mesmo sem conhecer de perto o projeto, já estão em sintonia com a proposta há algum tempo. Elas relataram que já estiveram em pelo menos dois dos abrigos sem condições de atuação.
"Me causou surpresa e contentamento o município querer modificar essa situação. O que estava acontecendo até pouco tempo era um descaso absoluto. A Administração Municipal parecia simplesmente querer se livrar do problema", declarou Daniela.
A promotora solicitou que, ao final das inspeções, sejam encaminhados ao Ministério Público relatórios individuais de cada casa. Dessa forma, a instituição judiciária poderá auxiliar no projeto de construção de políticas públicas para os idosos de Canoas, que é o objetivo da Caravana da Dignidade. "Queremos atuar no caráter educacional e de auxílio para esses locais se adequarem e se certificarem nos padrões propostos por nós e pela Caravana", salientou Claudia.
No que diz respeito às ações que serão desenvolvidas posteriormente às vistorias, a diretora da Vigilância em Saúde de Canoas, Judith Vasconcellos e a diretora de Proteção Social Especial do Município, Loiva Dietrich apresentaram alguns projetos que visam o bem estar dos asilados. "Queremos que a comunidade canoense passe a dar atenção aos seus idosos, que a família os aceite e que eles sejam incluídos na sociedade", destacou Loiva. As diretoras falaram ainda da necessidade de se criar uma rede de proteção, com grupos de trabalho e realização de atividade que visem valorizar essas pessoas.
Mariela Carneiro