Há 121 anos, o Brasil celebrava o fim da escravidão. Para marcar a data de assinatura da Lei Áurea, 13 de maio, entidades religiosas de Canoas, em parceria com as Coordenadorias municipais de Políticas de Diversidade e da Igualdade Racial de Canoas, promovem uma atividade para a valorização da cultura dos negros escravos - os pretos-velhos - para as religiões de matriz africana. As atividades ocorrem neste sábado, 16, no Centro Espírita de Umbanda Casa de Caridade Pai Thomé (Rua Fernando Abott, 159 - bairro Nossa Senhora das Graças).
A programação inicia às 14h, com exposição de fotos e reportagens resgatadas pelo Movimento de União de Axés do Sul (Uniaxés) e do Conselho Estadual de Umbanda e Cultos Afro-brasileiros (Ceucab), as quais resgatam os últimos oito anos da história afroumbandista. Às 19h haverá apresentação de capoeira. Uma carreata pelas ruas do bairro Nossa Senhora das Graças, em homenagem aos pretos-velhos está prevista para as 19h30. O encerramento será com celebração religiosa de cultos de umbanda.
Para o coordenador de políticas de diversidades de Canoas, Paulo Ambieda, o aspecto religioso alusivo à data é de extrema importância para os afroumbandistas. Isso porque "os negros vieram da África e trouxeram os fundamentos do africanismo. Ao mesmo tempo, se inseriram na religião católica. Na figura dos pretos-velhos, representam a cura, a sabedoria, o conhecimento e a humildade", destaca.