A situação de abandono e descaso com os animais nas ruas de Canoas, principalmente os cães, motivou um grupo de pessoas a discutir o assunto com intuito de solucionar o problema. Entidades e voluntários que trabalham junto aos animais e membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente debateram nesta quarta, 13, na Secretaria de Meio Ambiente, as possibilidades de formalizar a atuação do grupo, dando o amparo legal e credibilidade junto à população.
"Como nos deparamos com a impossibilidade de criarmos um conselho voltado ao bem estar animal devido à entraves jurídicos, pensamos na possibilidade de inserir essa questão dentro do Conselho de Meio Ambiente", afirmou a diretora da Vigilância em Saúde, Judith Vasconcellos. Ela ressaltou que o encaminhamento das ações é muito importante, mas que o fundamental nesse momento é a definição da formatação do grupo.
A idéia de um programa amplo, buscando parceiros, com um trabalho educativo paralelo de conscientização em vilas, escolas e associações de bairros, foi levantada pelo coordenador do curso de Ciências Biológicas da Unilasalle e membro do conselho, Jairo Luiz Cândido.
A proposta foi aprovada por todos os participantes da reunião. "A iniciativa tem que começar com o primeiro dono do animal. A partir daí, podemos aproveitar as parcerias com clínicas veterinárias, realizando a castração gratuita, enquanto nós arcaríamos com os custos de material", destacou o professor.
A secretária-adjunta de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Giovana Fagundes, sugeriu que todas as entidades e voluntários se unam e formem um só movimento. "Dessa forma fica mais fácil para o poder público amparar a causa. A ação tem que ser alinhada em um só objetivo, assim a conscientização se dá automática e gradativamente, e o trabalho realizada adquire credibilidade", define. Giovana defendeu também a divisão da equipe em grupos de ação para detectar as prioridades mais urgentes.
Após os debates, foi determinado que os protetores dos animais terão uma representação dentro do Conselho de Meio Ambiente. Eles apresentarão um projeto unificado em favor da causa para então estabelecer caráter jurídico formalizado e poder receber repasse de recursos.
Mariela Carneiro