Passados 13 anos da criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9.394, a polêmica sobre a inclusão de alunos com deficiência segue presente no interior das escolas. Para dialogar sobre o tema e orientar os professores de Porto Alegre e região, a Prefeitura de Canoas promoveu uma conversa com a diretora de Políticas da Educação Especial, Martinha Clarete. O encontro com os educadores aconteceu na manhã desta terça-feira, 26, na Ulbra.
A ilustre visitante do Ministério da Educação foi saudada pelas autoridades do município na abertura oficial do encontro. A anfitriã do município, a vice-prefeita Beth Colombo manifestou seu contentamento com o momento inédito de diálogo. Ela partilhou sua trajetória como educadora, que perpassou o ensino a alunos com deficiência. "Muito me marcou, quando levei meus alunos, à época do Instituto Pestalozzi, para a inauguração do primeiro shopping do estado, o Conjunto Comercial Canoas", relembrou.
O secretário de Educação, Paulo Ritter foi objetivo na saudação aos professores vindos de Viamão, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, dentre outros que vieram ao município falar sobre inclusão.
Matinha Clarete falou com o grupo e salientou a presença da discriminação, muitas vezes de forma velada, quanto à deficiência física ou mental. "A educação historicamente nunca foi de todos. Demorou a se tornar uma política pública e quando o foi, ainda assim não é direito de todos", ressaltou.
As escolas de ensino regular ainda recusam a matrícula e estimulam as famílias a procurarem uma escola especial, segundo ela. Martinha discutiu com os professores, que muitas vezes, não se sentem preparados ou em condições de dar assistência individualizada, principalmente nas séries iniciais.
Rachel Duarte