Entre as inúmeras atividades que integram a 25° Edição da Feira do Livro, ocorreu na tarde desta quarta-feira (01°) uma oficina sobre a Lei Rouanet, dedicada à busca de recursos para projetos de todo o Brasil, onde o público presente recebeu orientações sobre como solicitar este tipo de apoio. Quem ministrou a atividade foi a chefe de representação da Regional Sul do Ministério da Cultura, Rozane Dalsasso. Durante duas horas, ela deu as principais diretrizes para o sucesso dos projetos, que devem ser bem elaborados para a obtenção de verbas.
De acordo com Rozane, várias empresas hoje organizam eventos culturais e obtém apoio pelo bom planejamento apresentado. É o caso de instituições como Petrobrás, Natura, Avon, Votorantin, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, entre outros. "Todo artista considera seu próprio trabalho excelente, mas na hora de solicitar este apoio é preciso justificar porque o projeto é bom, o grau de importância e o impacto cultural sobre a sociedade", pondera ela. Ela alerta que em breve a atual Lei, sob o registro 8.313/91, passará por algumas mudanças. O atual Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) será substituído pelo Programa de Financiamento e Incentivo à Cultura (PROFIC).
Atenta às explicações de Rozane, a presidente da Casa do Poeta de Canoas, Maria Rigo, anotava todos dos detalhes de um encaminhamento correto para aplicar em algumas demandas da instituição. Bastante empolgada com a oficina, ela acredita que as orientações podem resultar em um apoio imprescindível para a Casa. "Somos sempre convidados para apresentações dentro e fora do Estado, mas como pagamos até a produção de livros com recursos próprios, temos a esperança de conseguir este benefício para os poetas canoenses", revela. Após o evento, ela e os demais integrantes já seguiram para suas respectivas instituições culturais com metas viáveis para a cultura da cidade.
Cris Weber