A música de Nei Lisboa é hino de muitas festas, encontros ou simples rodas de conversa em todo o Estado. Amigo Punk, Lomba do Sabão e Relógios de Sol são apenas alguns dos sucessos do músico gaúcho, que nesta quarta-feira (01°) esteve em Canoas para autografar a obra "É Foch!", uma seleção de crônicas que publicou durante seis anos nos jornais Extra Classe e Zero Hora. "Como o jornal de ontem serve pra enrolar peixe, então convém encadernar o que o peixe leu antes de virar ensopado", define. Nei esteve na feira também para palestrar a jovens que lotaram o auditório Euclides da Cunha, na Praça da Bandeira.
A obra surge 15 anos depois da primeira obra do autor, o romance policial 'Um morto pula a janela'. Para Nei, o intervalo entre os livros é perfeitamente compreensível, uma vez que ele sempre priorizou a carreira de músico. "Só escrevo mesmo quando recebo uma espécie de 'chamado', quando a inspiração surge automaticamente. Nunca almejei ser um famoso escritor", revela. Ele acredita que essa vontade de publicar um livro iniciou após uma necessidade de expor de uma maneira mais incisiva as opiniões que tem sobre diversos assuntos do cotidiano. "Muitas vezes uma música não é suficiente para isso, portanto resolvi inserir nas crônicas alguns pensamentos sobre a vida das pessoas, a maneira como lidam com os problemas".
E para quem pensa que música e literatura inspiram o autor da mesma forma, Nei revela que escrever letras e crônicas são missões bastante diferentes. "Muitas vezes levo dias para considerar uma música completa. Já escrever sobre o cotidiano é como lapidar um diamante, mexer no que já está pronto, dar uma nova forma ao que já existe e caiu na opinião pública", pondera.
Nei Lisboa é um dos 189 palestrantes que já estiveram ou ainda passarão pela feira até o dia 4 de julho, encerramento desta edição.
Cris Weber