Cerca de 40 familiares e funcionários da rede de saúde, chamados de cuidadores, assistiram, nesta quinta, 9, uma palestra sobre a realidade e os direitos de quem possui a Doença de Parkinson. O Ambulatório de Neurologia da Secretaria Municipal da Saúde convidaram a presidente da Associação de Parkinson do RS, Ângela Possebom Garcia, e o advogada da mesma entidade, Guilherme Souza para expor aos canoenses os conhecimentos nesta área. Ambos enfatizaram a importância dos portadores deste mal estarem bem informados e incluídos em atividades de motivação.
A Doença de Parkinson é uma moléstia crônica e progressiva do sistema nervoso central. Ela acomete principalmente os centros de controle dos movimentos. A perda progressiva dos neurônios faz parte do quadro, com isso a dopamina, neurotransmissor essencial no controle dos movimentos, tem sua produção diminuída. Os primeiros sintomas podem ser: lentidão dos movimentos, prejuízos na dicção, pobreza na expressão facial, dores localizadas sem causa definida e tendência a permanecer por mais tempo na mesma posição.
"O portador deve pensar o mínimo na doença. É importante que ele conviva em grupos para compartilhar com quem esta com o mesmo problema, além de ocupar a mente com terapias funcionais. O enfrentamento dessa situação deve ser encarado como o início de uma nova realidade",frisou Ângela, que além de presidir a associação, também possui a doença. Ela contou que tem muita gente que está com a doença e não faz tratamento por nem saber o que está acontecendo consigo.
O advogado fez um alerta em relação aos casos abusivos da relação dos planos de saúde com o paciente de Parkinson, em que a administradora incentiva que o usuário desista do contrato através de aumentos de preços sem regramento. Também elucidou aos cuidadores que os pacientes possuem direito a medicamentos gratuitos na Farmácia do Estado e lembrou da importância de solicitar a aposentadoria integral e o auxílio doença pelo INSS.
"Muitas vezes quem está doente, ao invés de buscar ajuda e informações, acaba desencadeando depressão. Buscando os esclarecimentos, o tratamento e a ajuda externa é possível levar uma boa vida", destacou Souza.
José Antônio Rodrigues de Barros convive com a doença da esposa há 5 anos. "No início ela era resistente até a fisioterapia. Com o tempo ela foi se conscientizando e atualmente comparece às sessões duas vezes por semana e volta renovada das consultas", revela. Ele comentou que foi a primeira vez que participou de uma palestra sobre o assunto e afirmou que sempre que puder vai estar presente nesse tipo de atividade.
Mariela Carneiro