Seguindo as regras do protocolo do Ministério da Saúde e normatizadas pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), após consulta no pronto atendimento do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), casa de saúde referenciada em Canoas para o tratamento de casos de gripe, foi determinado ao prefeito Jairo Jorge o resguardo domiciliar durante sete dias.
O prefeito de Canoas apresenta desde sexta-feira, 17, um quadro com sintomas gripais. Mesmo assim, ele participou do evento Prefeitura na Rua no sábado pela manhã e, à tarde, inscreveu-se no 19º Encontro Extraordinário do PT.
Devido ao agravamento do estado de saúde, com dores pelo corpo, febre e tosse, o prefeito Jairo foi atendido no HNSG, por volta das 10h, pelo médico plantonista Dr. Michel Pereira Cadore. "O prefeito apresenta sinais de doença respiratória aguda. Não tem como precisar o diagnóstico, pois todas as manifestações de infecções respiratórias são similares. O prefeito é mais um entre tantos casos de gripe na cidade", frisou o médico.
A recomendação prescrita ao prefeito Jairo Jorge é a mesma que se aplica aos estados de gripe, sejam eles graves, moderados ou leves, ressalta o profissional de saúde. Durante os sete dias em casa o prefeito deverá obedecer ao rito definido pela vigilância sanitária que prevê o uso de máscara e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Segundo o Dr. Michel, o que o prefeito fez foi seguir a orientação ao ter os sintomas. "É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. A maioria dos pacientes recebe alta ou está em processo de recuperação após fazer o repouso domiciliar. O médico salienta ainda que a probabilidade de contágio de Gripe A (H1N1) ainda é muito pequena. "A medida é preventiva por excesso, não que isso seja errado, mas são medidas de contenção da doença e que devem ser praticadas", assegura.
Secretária de Saúde diz que não há motivo para pânico
A vice-prefeita e secretária de saúde de Canoas, Beth Colombo, afirma que não há motivo para pânico e que 99% dos casos são tratados em casa, sem necessidade de internação.
Por considerar que não existe uma situação mais grave ou diferente do que acontece em todos os invernos gaúchos, as secretarias de Saúde e da Educação não recomendam a suspensão das aulas ou antecipação das férias escolares de julho. Os casos suspeitos deverão ser comunicados pela direção da escola às secretarias municipal de educação e de saúde, ou à Coordenadoria Regional de Educação, e só as turmas com casos suspeitos ou confirmados deverão ter suas atividades suspensas.