Nenhuma morte, nenhum caso confirmado e apenas uma paciente com doença respiratória grave. Esse é o diagnóstico de Canoas no que se refere à situação da gripe A H1N1 no município desde que os primeiros casos suspeitos começaram a surgir no Rio Grande do Sul, em meados de maio.
"Mesmo com a grande quantidade de atendimentos que realizamos junto às pessoas que suspeitam estar com a nova gripe, cerca 1000 pacientes por dia, podemos afirmar que Canoas não tem nenhum caso confirmado. Em comparação com outros municípios, também estamos com uma pequena quantidade de pacientes em observação no recolhimento domiciliar, no momento são oito acompanhados pelo Nossa Senhora das Graças (HNSG)". A declaração é da secretária de Saúde e vice-prefeita de Canoas, Beth Colombo.
Beth faz questão de salientar que gostaria que o atendimento fosse mais rápido, mas ressalta que, ainda assim, o HNSG, Hospital de Pronto Socorro de Canoas e as Unidades Básicas de Saúde estão dando conta da demanda que aumenta a cada dia. Ela destaca que todas as instituições de ensino públicas da cidade receberam orientações protocolares e estão agindo de acordo com elas.
As últimas atualizações do Protocolo de Procedimentos, repassado pela Secretaria Estadual da Saúde, determinam que a Vigilância Sanitária deve realizar o monitoramento dos casos suspeitos graves, ou seja, pessoas que se encontram hospitalizadas devido à complicações por doença respiratória aguda grave. Também de acordo com o protocolo, o restante dos atendimentos e as suspeitas decorrentes a quadros de gripe comum são monitorados pela Atenção Básica Municipal.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, 80% das consultas nas UBS estão destinadas aos casos de gripe ou resfriado. A secretária explica que, no momento, os 20% restantes, que estão atendendo demais enfermidades são suficientes. "A busca dos cidadãos gripados, resfriados ou preocupados com a Influenza A tem sido expressivamente maior que todas as outras demandas", enfatiza.
Mariela Carneiro