Empresários e representantes de entidades canoenses poderão participar de um processo para deixar a cidade mais segura. Em reunião almoço na CICS (Câmara de Indústria e Comércio de Canoas), o secretário de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopittke apresentou uma série de medidas preventivas que podem diminuir uma série de crimes no município. E uma das principais, o videomonitoramento eletrônico, pode ganhar muitos aliados: os próprios empresários. A categoria poderá adquirir uma câmera e ampliar as 27 que estarão nas ruas nos próximos meses.
De acordo com Kopittke, as empresas interessadas podem procurar a Secretaria ou o Conselho Municipal Pró-Segurança Pública (Consepro). "Naturalmente, temos pontos determinados para a instalação, mas se o empresário 'adotar' um equipamento irá possibilitar à prefeitura a compra de mais câmeras", ressalta ele, acrescentando que as o pontos passarão por um estudo técnico rigoroso, envolvendo todos os segmentos da segurança pública. "Iremos priorizar sempre as regiões mais vulneráveis à violência". Possíveis adesões vão ocorrer durante o processo de licitação do video monitoramento.
Esta parceria pode ganhar mais um aliado. Na próxima semana, Kopittke irá participar de uma reunião com representantes da agência de Desenvolvimento de Canoas (Adescan). A ideia é estudar a possibilidade de renúncia fiscal a quem aderir ao programa. "Vamos verificar a viabilidade de inserção da compra no balanço social das empresas e o abatimento no imposto de renda para quem adquirir o equipamento", ressalta. Quem levantou a sugestão foi o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do município, Beto Steinmetz. Proprietário de uma locadora de ônibus, ele levará o assunto imediatamente aos empresários. "A ideia é que cada um tenha consciência de que este não é um interesse individual e devemos adotar as câmeras para levar mais segurança principalmente às regiões de vulnerabilidade social", disse Beto, referindo-se à possibilidade de que cada proprietário de empresa possa optar por instalar a vigilância em frente ao próprio estabelecimento.
Cada câmera custa aproximadamente 25 mil reais e tem zoom óptico de 1 km, podendo identificar rostos e placas de automóveis. Assim que constatado o delito, a informação será repassada por rádio à Brigada Militar ou à Guarda Civil Municipal. A meta da Secretaria é que sejam instalados na cidade aproximadamente 154 pontos de vigilância, espalhados por todo o município.
Cris Weber