Servidores municipais canoenses estarão percorrendo o bairro Niterói neste sábado e domingo, 25 e 26, em busca de dados sobre o perfil das vítimas de violência. O grupo foi capacitado pelo mestre em Sociologia pela Ufrgs, Marcos Rolim e estará das 9h às 17h, conversando com moradores nas suas residências. É a primeira vez que uma cidade gaúcha realiza uma pesquisa de vitimização ampla, conjugada com um estudo do perfil dos homicídios praticados. Outras três cidades já aplicaram a pesquisa, mas, em Canoas as informações vão contribuir para focar as ações de segurança pública.
Apesar de poucas adesões no Estado, a metodologia é considerada uma importante ferramenta para o diagnóstico mais próximo da realidade de uma população. Segundo Rolim, "a pesquisa traz dados inéditos para a cidade, mas, requer seriedade dos pesquisadores". A atuação será duplas, de preferência mistas, para percorrer 55 pontos do município, definidos por meio de um mapeamento prévio. A atuação em casais é, de acordo com o sociólogo, um fator importante para evitar possíveis constrangimentos. "Buscamos vítimas de violência e/ou abuso e falar disso é melhor entre pessoas do mesmo gênero", argumentou.
Os pesquisadores terão dois tipos de questionários: um adulto e outro para adolescentes, ambos divididos em duas partes. Na primeira serão coletados dados preliminares. Já na segunda, as perguntas são direcionadas a crimes, abusos ou qualquer outro tipo de violência que a pessoa tenha sofrido. A atuação será por região e deverá contemplar toda a cidade. A intenção da Secretaria de Segurança Pública e Cidadania é ampliar o número de pesquisadores por final de semana, para ter o diagnóstico da violência em Canoas em breve.
Rachel Duarte