Afirmando ter sido muito difícil a decisão tomada pelo prefeito de Canoas, Jairo Jorge, de manter a volta às aulas no município na próxima segunda, 3, a secretária de Saúde e vice-prefeita de Canoas, Beth Colombo, juntamente com o secretário da Educação Paulo Ritter, convocaram, nesta sexta, 31, as diretoras de escolas fundamentais, infantis e conveniadas para uma reunião esclarecimento sobre a situação da cidade em relação à Gripe A.
Antes da apresentação técnica, feita pela equipe da Vigilância em Saúde, a secretária enfatizou que desde quando os primeiros casos começaram a surgir, no mundo e no Brasil, a Secretaria Municipal da prefeitura começou a trabalhar de forma preventiva. "Atuamos junto aos hospitais e UBS para que, quando chegasse aqui, o vírus não encontrasse um ambiente propício. Também nos preocupamos em visitar as escolas. Posso afirmar que o resultado disso é que a população de Canoas está orientada e colaborando com os profissionais da saúde", esclareceu.
Beth reforçou a não existência de nenhum caso confirmado no município e o baixo número de casos suspeitos em relação à população de Canoas e em relação à outras cidades do Rio Grande do Sul. São 21 casos suspeitos entre os 330 mil habitantes. Ela explicou aos educadores que a principal motivação da gestão em manter as aulas é a falta de dados estatísticos que justifiquem um adiamento das férias. "As nossas crianças têm na escola um local de proteção da violência e do frio, além da alimentação diária. Não queremos que os alunos fiquem na rua e no frio nem se alimentando de forma errada", salientou, lembrando o fato de que das 4 mil crianças das escolas infantis, nenhuma foi atendida com suspeita.
A diretora da Vigilância em Saúde, Judith Vasconcellos, anunciou aos diretores que os 100 agentes de endemias do município estarão, a partir da próxima segunda, 3, em todas as escolas para fazer o monitoramento e dar o suporte aos professores e funcionários quando for preciso ser feito um pré-diagnóstico ou encaminhamento aos postos de saúde. Essa medida foi chamada de reforço no procedimento preventivo. Judith frisou que os agentes receberam capacitação específica de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.
Alguns dados pontuais desse protocolo foram repassados também ao público presente na reunião. "Precisamos que vocês estejam atentos e tenham um conhecimento individual da situação de saúde de cada estudante", frisou Judith. Febre, falta de ar e tosse são os sintomas que, de acordo com a vigilância, devem ser sempre considerados graves. Lavar sempre as mãos, cobrir a boca com lenço ou braço ao tossir ou espirrar e orientar os alunos a ficar em repouso domiciliar quando apresentarem qualquer sintoma de gripe foram as orientações mais reforçadas durante o encontro.
Mariela Carneiro