Uma visita de inspeção às dezenas de famílias que vivem sob áreas de risco em diferentes regiões da cidade, além do início da vistoria às Casas de Bombas ocupou as atenções da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil de Canoas nesta terça-feira, 04. Começando pelas comunidades ribeirinhas da Praia de Paquetá, a equipe da coordenadoria identificou os pontos mais vulneráveis e interagiu com moradores locais.
Conforme o titular desta coordenadoria, Mauro Guedes, estão entre os objetivos dessa ação a identificação da situação dessas famílias, visando a preparação da estratégia para a eventual necessidade de remoção. "Teremos que realizar algumas medidas de proteção dessas pessoas, como a padronização das tomadas, pois a corrente elétrica expõe maior risco", explica.
De acordo com depoimentos de moradores da localidade, há preocupação com a situação nesse período, especialmente porque muitos vacilam em deixar as residências por ocasião das cheias.
O contato com a comunidade também possibilitou o levantamento de algumas demandas, para posterior encaminhamento às respectivas esferas da administração. Em seguida, o pessoal técnico desse órgão dirigiu-se para a Casa de Bombas n.4, inaugurada em 2006, e que atende aos bairros Rio Branco e Fátima.
Recebidos pelo operador Paulo César Cardoso, a equipe da coordenadoria realizou no local um rápido diagnóstico sobre a situação dos equipamentos. "Temos seis bombas na cidade, que vistoriamos periodicamente nesse período", explica. O sistema de monitoramento nesse local dessa Cé acionado durante as cheias através de um dispositivo infra-vermelho, que aciona o processo de aspiração do rio. "Juntas, as cinco bombas tem capacidade para aspirar 11.500 litros por segundo", explica Cardoso. A água em excesso é transportada para o arroio Araçá.
De acordo com o coordenador, algumas residências que se encontram na da área de risco, estarão sendo monitoradas de forma mais intensa durante esse mês, que antecede o período das chuvas. "No momento, monitoramos a situação até que essas famílias estejam estabelecidas em uma área segura", esclarece Guedes.
Novas vistorias deverão ser realizadas nos próximos dias. A coordenadoria também prepara uma inspeção de barco, através dos rios que integram as áreas mais problemáticas em tempos de chuvas.
Ronaldo M. Botelho