Integrantes da Defesa Civil de Canoas e do Conselho Municipal de Meio Ambiente realizaram nesta quarta-feira, 12, uma vistoria nos rios Jacuí, Sinos e Gravataí. O intuito foi verificar o nível das águas após a forte chuva do último final de semana. De acordo com as medições do órgão, os rios apresentam 2,5 m acima do nível do mar, quando o normal não chega a 1,2 m. Até o momento, o local que mais necessita de atenção é a Prainha do Paquetá, onde a água invadiu residências e estabelecimentos comerciais. Por enquanto, não há registro de desabrigados e desalojados. De acordo com a MetSul Meteorologia, deve voltar a chover somente no domingo, 16.
De acordo com Mauro Guedes, coordenador da Defesa Civil, um choque de correntezas entre o Jacuí e o Sinos está causando o represamento das águas, agravando a situação. "Com o fenômeno, a água acaba não escoando, mesmo com o trabalho incessante nas casas de bombas, onde a sucção é de aproximadamente 11 mil litros por minuto", destaca. O trabalho da Defesa Civil também está concentrado na doação de materiais a famílias que possam, com uma nova chuva, ficar em abrigos públicos por conta das cheias. "Estamos recebendo uma boa quantidade de cobertores, agasalhos e alimentos, mas nestes casos toda a doação é bem vinda", explica ele, referindo-se ao material que está sendo direcionado para o Movimento Ação por Canoas (Maca).
Durante a vistoria, que percorreu 6 km de rios e realizada em um barco do Corpo de Bombeiros, foi verificada a situação de alguns moradores instalados em palafitas próximas ao Loteamento do Prata, no bairro Fátima. Na segunda-feira, cerca de 50 famílias seriam removidas, mas acabaram ficando por vontade própria depois que o nível das águas baixou. O percurso apontou árvores inteiras sendo arrastadas, já que a retirada de areia provoca desbarrancamento nas margens. Com as cheias, o solo fica vulnerável, o que facilita o deslocamento da vegetação.
A intenção do órgão é realizar a mesma vistoria quinzenalmente. A maior preocupação está no mês de setembro, característico pelo tempo instável. Quem quiser fazer doações ou apontar situações de risco pode procurar o Corpo de Bombeiros da Rua Santos Ferreira, 965 ou ligar para o coordenador Mauro, nos telefones 3476 3400 ou 9240 1023.
Cris Weber