A pescadora Tereza da Silva, 59 anos, mora há muito tempo na Prainha do Paquetá e já está acostumada com as cheias. Se por um lado a água das fortes chuvas dos últimos dias invadiu a residência em que mora com três dos dez filhos, por outro a bonança vem com uma pescaria mais farta: o nível das águas provoca aumento no número de peixes, o que acaba animando os moradores. Ainda assim, a alta precipitação provocou estragos e alteração na rotina dos habitantes. A casa de Tereza foi a mais atingida da Prainha, obrigando a pescadora a se mudar temporariamente para a casa da filha.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Mauro Guedes, um mutirão deve construir um abrigo temporário para Tereza, nos mesmos moldes de uma palafita, onde a casa fica suspensa e mais segura. "Já temos o modelo e conseguiremos as madeiras para a construção da residência. Há um projeto do órgão para que todas as casas deste local tenham este formato, já que a área é propensa a alagamentos", revela. A pescadora agradeceu o apoio. "Esta ajuda é muito bem vinda, já que preciso das tábuas para fazer uma casa mais alta".
Previsão de melhorias
Uma reunião entre o órgão, Secretaria de Obras Públicas, Associação de Moradores do local e o prefeito municipal, Jairo Jorge, deve ocorrer ainda esta semana. O objetivo é avaliar a situação da Prainha, que está sem transporte coletivo por causa da água que invadiu as ruas. Mauro ressalta que está buscando um acordo com a AES Sul para que os contadores de energia sejam removidos dos pátios. "A ideia é elevar os relógios para o mais alto possível, evitando falta de energia e transtornos junto ä concessionária", ressalta.
Cris Weber