Está nas mãos dos dirigentes da Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC) a doação de uma área de 2,4 hectares de terra no bairro Brigadeira. Após meses de tratativas para que a empresa não deixasse o município e fosse para Nova Santa Rita, a Secretária de Desenvolvimento Econômico Simone Leite protocolou hoje um pedido de diversos documentos, exigência para que a doação seja levada à votação na Câmara de Veradores. A entrega do terreno, área pública da cidade, foi considerada após os 381 cooperados se habilitarem a participar do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico. Com os requisitos mínimos apresentados, a doação foi aprovada pelo Comitê Gestor do Fundo no último dia 7.
A cooperativa deve apresentar certidões negativas com dados sobre débitos, contribuição com o INSS e recolhimento de Fundo de Garantia. Além disso, o balanço da empresa e a relação dos cooperados deverá ser apresentada, com a comprovação de que 50% dos funcionários são canoenses. Não há um prazo específico para a relação voltar à Secretaria. Assim que isto ocorrer, a pasta organiza os documentos e encaminha o projeto à votação no legislativo. Para o Secretário-Adjunto Valmor Ávila, a adesão da CTMC significa manutenção de empregos no município. "Se pudermos manter estas empresas aqui, estaremos garantindo que os canoenses tenham renda e ocupação", salienta.
Como funciona o Fundo
As empresas devem cumprir uma série de requisitos, que podem ser conferidos no site www.canoas.rs.gov.br. Para aderir ao Fundo, deverá ser apresentado um plano de expansão onde o principal item diz respeito à geração de renda e emprego. Para cada posto de trabalho gerado, a empresa ou cooperativa recebe o equivalente a R$ 1.800,00 por trabalhador, que podem ser transformados em compra de terras ou abatimento de impostos. O empresário tem um prazo de cinco anos para gerar o emprego, além de aumentar a produção e o faturamento.
Cris Weber