Quatro homicídios em 15 dias. Este foi o número de casos registrados em Canoas na primeira quinzena de agosto. Os dados foram divulgados pelas forças policias nesta terça-feira, 18, durante reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e revelam que, nos últimos 90 dias, a média nos homicídios se mantém em redução de 50 % na cidade
De acordo com as informações apresentadas pela Brigada Militar, no mês de julho foram contabilizados oito homicídios em Canoas, dos quais, quatro eram de pessoas egressas do sistema prisional. Segundo o subcomandante do 15 BPM, major Adriano Klafke, cerca de 50% dos casos no município tem antecedentes criminais. Klafke salientou que o trabalho rotineiro de operações da Brigada Militar e da Polícia Civil contribuem para manter os resultados conquistados com a Cova Rasa. "Todos os dias temos prisões e apreensões de drogas na cidade", comentou. Já o delegado Guilherme Pacífico salientou a participação da comunidade, com o aumento das denúncias. "As pessoas estão ligando mais, contribuindo com informações para o trabalho das polícias. Isso demonstra a confiança no trabalho que estamos fazendo e auxilia muito", disse.
Para o secretário municipal de Segurança Pública, Alberto Kopittke, os números demonstram um avanço no trabalho pela segurança pública na cidade, mas, ainda podem diminuir. "Nos próximos meses estaremos com um efetivo maior para a Brigada Militar e mais 15 viaturas. Teremos em breve as câmeras para o videomonitoramento. Estaremos então com mais condições de reverter os índices de violência em Canoas", projetou.
Como exemplo prático desta mudança, Kopittke apresentou ao colegiado o desenvolvimento do Território de Paz Guajuviras, que será lançado dia 25 de setembro em Canoas. Os principais projetos e ações que chegarão conjuntamente na Vila Comtel foram detalhados e acolhidos pelos representantes do GGIM. Além disso, o secretário citou a celeridade da pesquisa de vitimização, no último final de semana. Foram visitadas 600 residências, por 22 duplas de servidores da Prefeitura. O trabalho busca diagnosticar o perfil da violência na cidade, coletando dados que costumam não chegar aos registros das forças policiais. A meta é percorrer 1,8 mil residências e depois conjugar os dados com um estudo do perfil dos homicídios praticados na cidade.
Rachel Duarte