As obras na Vala do Leão foram suspensas em novembro do ano passado, após 11 meses de trabalho. Com o reinício das melhorias, também está retomado o PróCanoas, programa lançado no início do ano passado, com o intuito de, ao longo quatro anos, investir recursos em obras de drenagem e macrodrenagem, desenvolvimento urbano e recuperação ambiental. No entanto, ao longo de 2008, os recursos que deveriam ser investidos em obras acabaram sendo aplicados em outros serviços, como consultorias desnecessárias. O resultado disso pode ser conferido nos principais veículos de comunicação, que massivamente detalham a Operação Solidária, onde diversas fraudes da antiga administração foram reveladas. Depois de tantas irregularidades, o trabalho de retomar a credibilidade para financiamentos foi intenso.
Nesta manhã, durante solenidade no bairro Santo Operário, o secretário da Fazenda, Marcos Bosio, destacou que vários erros foram encontrados nos contratos de recursos para a obra na Vala do Leão. Principalmente os de origem administrativa, ignorando a estrutura da prefeitura municipal em ações que não correspondiam aos anseios da comunidade. "Até mesmo as casas localizadas na beira da vala não atendiam aos apelos da população", pondera ele, frisando que pessoas terceirizadas administravam os recursos, em vez de servidores de carreira. O mau aproveitamento destes valores gerou uma série de conflitos, que foram analisados um a um. "Tivemos que dar exatidão a tudo que envolvia o financiamento e posso dizer que remontar o processo foi um grande jogo de peças a serem encaixadas". Bosio destaca ainda que o modo como a obra foi executada no ano passado foi outro problema a ser resolvido, já que os sete módulos não foram construídos de forma proporcional. "Não há cabimento nessa construção, uma vez que as coisas ficaram inacabadas e mal feitas".
Retomadas as obras, os recursos serão investidos de forma correta. Assim como o pagamento dos valores financiados, que serão quitados semestralmente, ao longo de 12 anos. Para a conclusão da Vala, serão disponibilizados via CAF aproximadamente 15 milhões de dólares, que irão cobrir ainda os gastos com a modernização das casas de bombas do município e o reassentamento das famílias que vivem às margens do arroio.
Cris Weber