Depois das fortes chuvas que acometeram a região metropolitana há duas semanas, é hora de pensar no mês de setembro, característico pelo tempo instável. Para isso, agentes da Defesa Civil de Canoas trabalham neste sábado, 22, para aterrar as ruas da Prainha do Paquetá, região atingida pelas cheias provocadas com a chuva torrencial. De acordo com o coordenador Mauro Guedes, além do aterro estão sendo colocadas sinalizações nas vias, delimitando a área das ruas. Como a região é propensa a inundações, uma reunião com a AES Sul está sendo articulada para os próximos dias, para estudo da nova localização dos contadores de energia das casas. "Temos que evitar que a água entre nas residências e prejudique a rede elétrica, evitando mais transtornos".
E o esquema de prevenção a novos períodos de chuva também se estende ao treinamento intensivo que a Defesa Civil está aplicando a pelo menos cinco servidores de cada subprefeitura. Eles serão agentes do órgão no combate a situações de risco. "Mais do que isso, também ajudarão a evitar casos de acidentes. Um buraco de rua pode se tornar uma tragédia, por isso iremos exercitar a observação", destaca Mauro. Com a equipe ampliada, a defesa civil pretende organizar taticamente as ações e evitar problemas graves à população. "São estas pessoas que transmitirão calma e controle à comunidade em caso de risco, como incêndios e outras situações".
O treinamento e as ações de prevenção seguem a linha dos quatro princípios do órgão no município: prevenção, preparação, ação e reconstrução. O trabalho intenso vem dando resultado, já que muitos municípios vizinhos registram desalojados e desabrigados no último período de forte chuva, enquanto Canoas não teve registro de famílias nesta situação.
Cris Weber