A sutileza para trabalhar didaticamente o estímulo à leitura foi observada no projeto A Hora do Conto pelas professoras Rosana Rossetti Diehl e Sandra Prozan, do colégio Maria Auxiliadora, de Canoas. "É uma proposta que facilita o trabalho em aula", avalia Rosana, que diz já conhecer essa iniciativa há mais tempo. Na manhã desta segunda-feira, dia 1.º, essas educadoras levaram para conhecer o Juca o primeiro grupo de 20 crianças, de um total de 120 daquela escola, que devem visitar a Biblioteca João Palma da Silva.
Criado há mais de 10 anos pelas professoras Maristela Bongiorni e Sônia Petry (intérprete do boneco), ambas pedagogas, o boneco Juca é hoje mais do que um recurso didático. A proposta de aliar livros e teatro para estimular a leitura ganhou projeção, virando referência na cidade e até personagem de livros. "Ele saiu do mundo dos bonecos para o mundo das crianças", observa Sônia.
Com a proximidade da Semana Farroupilha, o boneco volta à evidência, através da publicação 'A história da chama Crioula', por exemplo. Nessa história, esse personagem conta a história desse forte símbolo tradicionalista, associando-lhe à história da cidade e do RS. O livreto tem sido distribuído às crianças na biblioteca. "O Juca é uma criança de 8 anos, mas que se comunica com todos", explica a professora Sônia.
Ronaldo M. Botelho