Feirantes de abastecimento no município, que produzem e comercializam alimentos diversos, se reuniram na tarde desta quarta-feira, 02, no auditório do Cartório Eleitoral de Canoas, no Conjunto Comercial. O encontro foi promovido pelo escritório municipal da EMATER e diretoria de Economia Solidária, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade. A ideia foi discutir o atual formato das feiras promovidas pelos produtores e pensar um novo modelo para a comercialização. Ao final da reunião, ficou estabelecido que será constituído um único grupo, com integrantes que atuarão inicialmente em 10 locais diferentes e revitalizados para as feiras. Atualmente, a comercialização acontece em 24 pontos de Canoas. Na revitalização, foi priorizada a constituição de feiras completas, com ampla variedade de produtos e padronização de uniformes e bancas. Além disso, poderá ocorrer a inserção de cooperativas e associações municipais que preparam pães e biscoitos, como o Forno Comunitário da Vila Cerne. A feira ecológica da Rua Inconfidência terá o ponto ampliado.
O diretor no departamento na Secretaria, Pedro Giehl, abordou diversos aspectos do novo modelo com os comerciantes. Cada local deverá eleger um representante, que acompanhará as reuniões e fará parte do grupo gestor das feiras. "A sociedade, ao longo dos últimos anos, praticamente duplicou. No entanto, caiu o número de clientes destas feiras. Precisamos diversificar e recuperar estes consumidores, mantendo o conceito de feita completa", ressalta. A concorrência mínima com a presença de um outro comerciante do mesmo gênero também foi debatida, estimulando o produtor a qualificar seus produtos, respeitando uma faixa de preço. "Não adianta as pessoas passarem pela feira e constatarem que os produtos estão mais caros no supermercado".
Uma tabela de preços elaborada pela secretaria e EMATER será feita sobre a média de preço dos produtos nas redes de supermercados e distribuída aos feirantes, que deverão afixá-la em local visível. O preço aplicado pelo produtor é maleável, mas não poderá ultrapassar esta média. Hoje, a feira comercializa hortifrutigranjeiros (alface, rúcula, etc.), produtos coloniais (bolachas, mel, queijo, salames, amendoim) e pães diversos. Vanilda Silva de Souza, produtora de hortifrutigranjeiros, expõe em quatro locais diferentes e classificou como positiva a reunião. "A gente temia que fosse perder os pontos e os clientes que conquistamos. Ao final do encontro, acabamos ganhando mais dois pontos", disse.
Cris Weber