Mesmo os participantes que não puderam interagir mais proximamente, corresponderam ao ambiente no Baile da Inclusão, realizado na tarde desta quinta-feira, 3, no Instituto Pestalozzi, dentro da programação do Mês da Pessoa com Deficiência de Canoas. "Ela gosta e se sente bem", explica Gilsiane Andrizza Monzon, enquanto distrai sua filha Francielle Cristina, de 10 anos, que tem paralisia cerebral desde o nascimento.
Conforme a fonoaudióloga Liliam Ziembowicz, do Pestalozzi, mais do que no humor, o ambiente festivo atua positivamente no tratamento de determinadas limitações físicias e mentais. "Com a vibração, os surdos tem a condições de dançar normalmente", explica. A prórpria noção de deficiência é bastante relativizada pelos profissionais que trabalham com esse público. "Eles próprios se reconhecem hoje como dotados de potencialidades diferentes", complementa.
Divididos entre a observação e o embalo da festa, um grupo de cegos vinculados à Associação dos Deficientes Visuais de Canoas (ADEVIC) também participavam. Conforme a professora Vera Neuhausi, que leciona nessa instituição, há várias possibilidades de interação física para o cego. "Há um processo de observação, em que eles reconhecem o espaço, e nós ajudamos na descrição", explica.
Outra possibilidade de integração dos deficientes é a arte. "O artesanato é uma forma de ajuda financeira para aqueles que tem mais dificuldade de se incorporarem ao mercado de trabalho", explica a diretora pedagógica do Instituto Pestalozzi, enquanto aponta as máscaras confeccionadas pelos alugos do Espaço Gerador de Aprendizagens e VivÊncias (EGAV).
O Mês da Pessoa com Deficiência é uma iniciativa conjunta da Coordenadoria Municipal de Inclusão e Acessibilidade, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência. As atividades dessa iniciativa se estendem até o dia 21 de setembro. Para o próximo dia 09, o Seminário Políticas Públcas de Inlusão e Acessiblidade vai debater acessibilidade com técnicos externos e da gestão municipal.
Ronaldo M. Botelho