A 32ª edição do Prefeitura na Rua na manhã deste sábado, dia 5, foi marcada pelo tempo bom, sol aberto e forte e boa participação popular. O evento ocorreu na Praça Teotônio Vilela localizada na esquina das ruas Edgar Fritz Muller e Paes Leme, no bairro Rio Branco.
Durante mais de três horas a população pode conversar com o prefeito Jairo Jorge, secretários municipais e com os titulares das coordenadorias da cidade. Segundo o prefeito, o Prefeitura na Rua é um canal direto com a comunidade que pode reivindicar soluções de assuntos muitas vezes simples e, além disso, prestar contas à população.
Tomando seu chimarrão e com a perna apoiada num banquinho, Maximini Azevedo, 45 anos, aguardava ansiosamente ser atendido pela vice-prefeita e Secretária da Saúde, Beth Colombo. Acompanhado da mulher, Ligia Azevedo, 54 anos, Maximini tinha uma lista de pedidos para os quais buscava solução por parte da administração municipal.
Há 6 anos, ele quebrou a perna quando voltava da Ceasa em Porto Alegre e o cavalo que conduzia a carroça quando pisou em um buraco, causando dificuldades de locomoção desde então. Maximini e sua mulher se mantêm com o auxílio-doença do INSS e com a reciclagem de lixo no bairro Rio Branco. Ele está tentando encaminhar sua aposentadoria por invalidez.
Ele queria solução para o pedido de isenção de passagem no transporte coletivo, indenização ou um novo cavalo para sua carroça, solução para a quantidade de cães na vizinhança e para a sua moradia. Ele e a família serão atingidos pela construção da RS 448. Todas as suas reivindicações tiveram encaminhamento com a intermediação da vice-prefeita Beth Colombo. "Estou feliz com o desfecho dado às minhas preocupações, disse ao sair acompanhado da mulher Ligia.
O sábado de sol também serviu para que a população canoense pudesse colocar em dia ou fazer um cadastramento no Bolsa Família. O programa do governo federal teve suas inscrições prorrogadas até o final do mês de setembro.
Além disso, a população teve acesso ao brechó do Movimento Ação por Canoas (MACA) que estará oferecendo roupas, calçados, bolsas e outros acessórios, que serão comercializados por apenas R$ 0,50.
Os grupos de economia solidária também se fizeram presente, com produtos a preços baixos e produzidos artesanalmente. Erva-mate e água foram distribuídas para o chimarrão.
Floriano Becker