Mudar a realidade de violência em Canoas está sendo um trabalho intenso e coletivo. Envolvidos neste processo estão os próprios moradores de um dos bairros já considerados um dos mais violentos da cidade. Nesta quarta-feira, 9, aconteceu o quarto encontro de sensibilização para o futuro Território de Paz Guajuviras. Cerca de 50 lideranças comunitárias de entidades religiosas, culturais, sociais e associações de moradores se reuniram na Escola Estadual Jussara Polidoro.
Em grupos de trabalho divididos por projetos, dos mais de 50 que integram o Território de Paz, os integrantes discutiam o conceito do território. A iniciativa, que vai chegar ao Guajuviras oficialmente no dia 3 de outubro, integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Pronasci. A ideia é mobilizar jovens, mulheres, lideranças religiosas e a comunidade em geral no principal foco de ação: a reversão da violência. Para isso, uma série de serviços e melhorias de infra-estrutura chegará ao mesmo tempo no local definido como Território de Paz, no caso canoense, a Vila Comtel, no Guajuviras.
De acordo com a coordenadora do Pronasci em Canoas, Maria da Glória Kopp, nos primeiros encontros aconteceu a sensibilização do grupo nos principais programas o Mulheres da Paz e o Protejo, que capacitam mulheres e jovens para causas de pacificação e não violência. "Agora estamos focando no conceito geral do que é o Território de Paz. Nossa intenção é qualificar bem este grupo para instituí-lo como um Fórum de Segurança, que também irá contribuir com o Gabinete de Gestão Integrada Municipal e o Conselho Estadual de Secretários de Segurança", salientou.
A mobilização dos integrantes dos projetos Pronasci em Canoas acontece desde o início do ano, quando a Secretaria Municipal de Segurança criou uma sede nova e melhores condições de trabalho. O lançamento do Território Guajuviras foi prorrogado e estava marcado anteriormente para o dia 24 de setembro.
Rachel Duarte