Na reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico desta quinta-feira, 10, o prefeito Jairo Jorge e a Secretária de Desenvolvimento Econômico do município, Simone Leite, apresentaram aos conselheiros dois projetos importantes para a cidade: uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE), no bairro Mato Grande e uma Plataforma Logística Industrial Multimodal em uma área localizada no bairro Guajuviras. Os empreendimentos foram apresentados como ideais para a geração de emprego e renda e o aproveitamento do espaço privilegiado que Canoas ocupa na região metropolitana, próxima a hidrovias, rodovias e ferrovia.
Zona de Processamento de Exportações
De acordo com a Secretária Simone, a área onde poderia ser instalada a zona pertence ao Grupo Bolognesi. O projeto estima um condomínio industrial, delimitado no espaço previamente estabelecido no local, com no mínimo 100 hectares. Contando com incentivos fiscais, cambiais e administrativos, a zona serviria como um espaço de produção ao que é importado para o Estado: materiais que chegam ao Rio Grande do Sul pelo mercado interno ou externo seriam levados a este local, para montagem ou produção e posterior exportação para o mundo inteiro. Tanto a exportação como a importação de insumos seria isentada de impostos. Para ela, as ZPE´s significam desenvolvimento e avanço na produção do município. "A zona é uma realidade em países desenvolvidos e há grandes chances de darem certo aqui também, já que temos o exemplo de Rio Grande, onde já existem unidades de ZPE", ressalta Simone. Como é proibida a instalação de uma zona em um raio de 200 km, municípios da região também estão interessados no empreendimento. "Mas Canoas está bem adiantada neste processo, o que significa que podemos ser pioneiros na região". Para se instalar no condomínio, as empresas terão que exportar 80% de sua produção e poderão vender ao mercado interno os 20% restantes, porém com carga tributária.
Plataforma Logística e Industrial
A área de 100 hectares localizada no bairro Guajuviras poderá se transformar na sede da Plataforma Logística Industrial, um empreendimento que segue o modelo da plataforma de Zaragoza, no eixo Madrid/Barcelona. Assim como o exemplo, o complexo instalado em Canoas sediaria uma série de empresas do ramo de logística, promovendo a distribuição de produtos por rodovias, como a BR 386 e a BR 116; por hidrovias, através das margens dos Rios Jacuí e dos Sinos e por ferrovias, pela linha férrea que corta a cidade. Além disso, a base aérea do V Comar pode se transformar em uma pista de pouso para aviões de carga. O Prefeito Jairo Jorge lembra que a base tem condições plenas para a operação de voos do gênero. "A pista do V Comar tem cerca de 2.700 metros, o suficiente para esta operação. Estamos discutindo isso com os oficiais da Força Aérea, levando o projeto ao Ministério da Defesa". Os tipos de empresas e de carga, além da estrutura modelo do complexo ainda serão definidas, em uma série de audiências e reuniões do conselho e de entidades sociais.
Cris Weber