O avanço nas discussões preparatórias para o African - I Feira Afro-Cultural de Canoas foi o forte da reunião de gestores municipais, realizada na tarde desta quarta-feira, 10, no auditório da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). O encontro dá continuidade às ações da administração municipal no sentido de unificar as políticas culturais afro-brasileiras realizadas através da gestão municipal em Canoas. Educação; Cultura; Cidadania; Quilombos e Religiosidade são alguns dos temas que predominaram no encontro.
O African está sendo preparado para ser realizado na cidade entre os dias 15 e 21 de novembro. "Precisamos fazer a cidade dialogar com a negritude", observa a professora Adiles da Silva Lima, entusiasta desse evento. Adiles atua junto à Secretaria Municipal de Educação para a implementação Lei 10.639, de 2003, que estabelece a obrigatoriedade da inclusão cultura afro e indígena nos currículos do ensino fundamental e médio público e privado.
A reunião aproxima professores, artistas, ativistas e técnicos da SMC. "Eu acredito muito no trabalho coletivo; e a cultura negra, na sua essência, é coletiva", observa o titular da Diretoria de Cidadania Cultural da SMC, Luiz Antonio Inda, o Tonho.
Entre as atividades elencadas para o African, estão uma feira de comidas típicas; artesanato afro; espetáculos de dança e teatro, entre outros. A questão do quilombo Chácara das Rosas também foi foco das atenções. "É preciso resignificar para a cidade o conceito de quilombo, esclarecendo a rica dimensão da etnia negra, presente em nossa cultura", obsera a professora Adiles.
Articulada através da Coordenadoria Municipal de Igualdade Racial, através da Diretoria de Cidadania Cultural da SMC, o evento contou com a participação do titular da Coordenadoria Municipal das Diversidade, Paulo Ambieda, o Paulinho d' Ode. "É a primeira vez que eu vejo um fórum tratando desse mesmo foco", observa.
Ronaldo M. Botelho