Cerca de 30 casas da Vila Dique, localidade que fica bem no fundo do bairro Rio Branco, Região Sudoeste de Canoas, foram invadidas pela água ou estão com perigo iminente de alagar. O coordenador da Defesa Civil do município, Mauro Guedes e o subprefeito da região, Pedro Bueno, que estão em alerta e monitorando as regiões de risco desde a última sexta, conseguiram convencer quatro dessas famílias a sair temporariamente do local. Duas estão abrigadas no Albergue Municipal, bairro Mathias Velho e as outras duas foram para casas de parentes enquanto a situação não se normaliza.
Guedes afirma que optaram por levar essas pessoas para o Albergue por que lá a estrutura é confortável, com camas, chuveiro quente e refeição disponíveis aos usuários. "Se mais gente tiver de ser deslocada, os levaremos para o salão da Paróquia Santo Antônio, bairro Rio Branco. É bem possível que algumas das 59 famílias da Prainha do Paquetá, que estão resistentes à remoção acabem tendo que utilizar os abrigos, pois mesmo as chuvas tendo diminuído, o nível do Rio dos Sinos segue subindo. Já está mais de 2m acima do normal e se subir mais 10cm teremos que desligar a energia de lá", contou.
O coordenador relatou ainda, que o deslocamento dos moradores da prainha terá de ser feito de barco, mas ele garante que a embarcação do Corpo de Bombeiros está à disposição além da colaboração de voluntários.
Além das ações em torno da remoção, a Defesa Civil está providenciando para a população que está sofrendo com as cheias a entrega de 70 cestas básicas que serão entregues nesta segunda, 14. Guedes já conversou com o Banco de Alimentos, Movimento Ação por Canoas (Maca) e com entidades assistenciais do município para viabilizar esse abastecimento.
Mariela Carneiro