Sem energia elétrica desde as 02 horas da madrugada desta segunda-feira, 14, e com 20 cm de água na porta de casa, Juliana Lopes Machado levou os cinco filhos para a casa da sogra no bairro Guajuviras. Ela foi removida com ajuda de moradores e da Coordenadoria de Defesa Civil de Canoas, que trabalha arduamente no atendimento aos moradores alagados na Praia do Paquetá, no bairro Mato Grande.
Desde o final de semana cerca de 11 famílias foram levadas pela Prefeitura de Canoas para casas de familiares ou para o Albergue Municipal. Além dos ribeirinhos, quatro famílias da Rua Dique, no bairro Rio Branco também tiveram que sair de casa em razão dos alagamentos.
A situação mais complicada é a da Praia do Paquetá, devido ao represamento da água do Rio dos Sinos. O coordenador de Defesa Civil, Mauro Guedes estima que o nível da água, que já está em 3,5 metros acima do nível do mar, aumente ainda mais. "O vento é Sul e isso faz com a água das cabeceiras desça com mais intensidade", explica. Desde a semana passada quando iniciou a chuva no Estado, Guedes e a equipe da Coordenadoria visitam os moradores e orientam quanto aos riscos de inundação e do perigo com a rede de energia elétrica. "Por esse motivo, nesta segunda-feira a rede foi desligada no Paquetá", disse.
A principal rua de acesso ao local está com 1km de água e as linhas de ônibus já restringiram o itinerário. Os padeiros não entram mais na prainha e os comerciantes do entorno tiveram que fechar os estabelecimentos em função da invasão da água. Nesta terça-feira (15) será feito o abastecimento às famílias com cestas básicas adquiridas por meio do Banco de Alimentos. O transporte das cestas será feito pela Defesa Civil a partir das 9 horas da manhã.
Os moradores revelam que há três anos não aconteciam alagamentos como o deste mês. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil está em alerta, em razão da previsão de mais chuva para essa semana. O contato para emergências é o telefone 3476 3400.
Rachel Duarte