Durante coquetel na segunda-feira à noite, a primeira-dama do município e presidente do Movimento Ação por Canoas - Maca, Thais Pena, apresentou ao empresariado da cidade o protótipo do Abrigo Temporário. Desenvolvido com o objetivo de aprimorar o programa Banco de Materiais, o abrigo será doado às famílias desabrigadas vítimas de calamidade pública.
Ao lado do prefeito, Thais destacou a necessidade de empresários parceiros para intensificar o apoio às pessoas que vivem às margens da pobreza. Também lembrou que até o momento, o Maca tem realizado 7 entregas de madeiras e telhas para famílias carentes, sendo que o ideal seria uma por semana, pois há 78 famílias na lista de espera. "Hoje vocês foram enganados, pois eu não os convidei para uma festa, mas para me ajudarem a ajudar outras pessoas", disse Thais durante discurso.
O chefe do executivo municipal, Jairo Jorge, após lembrar da época em que foi vereador, de 1989 a 1992, quando criou o programa Banco de Materiais, convidou os empresários a aderir ao projeto.
O evento reuniu cerca de 130 pessoas entre secretários municipais, presidentes de entidades e empresários da região.
O projeto
O projeto Todos por Canoas, conjunto de ações que visam promover a cidadania, tem como principal ação o Banco de Materiais. Previsto na Lei Orgânica do município, o programa é promovido pelo Gabinete do Prefeito Municipal de Canoas e coordenado pelo Movimento Ação por Canoas - MACA. Criado com o objetivo de ajudar comunidades carentes que vivem em condições precárias de moradia e famílias vítimas de calamidades púbicas, a instituição arrecada eletrodomésticos, madeiras, telhas, materiais de construção e móveis, além de agasalhos e mantimentos doados pela sociedade e empresas e distribui às famílias necessitadas.
Protótipo Abrigo Temporário
O projeto arquitetônico foi elaborado pela arquiteta voluntária do Maca, Cecília Sá. A arquitetura é projetada para abrigar uma família de quatro pessoas. Um módulo é composto por móveis retráteis e de madeira, mas é possível criar mais que um módulo, de acordo com as necessidades de cada família. É importante ressaltar que o projeto não é uma moradia, mas uma espécie de abrigo temporário para as pessoas vítimas de calamidades públicas.
Deise Santos