Quando acordou nesta manhã, a dona de casa Juliana Lopes Machado, 22 anos, ficou assustada com a situação que encontrou. A água já havia invadido a cozinha da casa simples que divide com a mãe na Prainha do Paquetá e provocado alagamentos pontuais no restante da residência. Receosa pela segurança dos cinco filhos, a jovem acionou a Defesa Civil do município. E foi na viatura do órgão que Juliana saiu em companhia dos filhos Alana, 6 anos; Andrew, 4; Rayana, 3; Alessandra, 1 ano e 7 meses e Kauana, 3 meses. Todos foram levados para o albergue municipal e alojados em um quarto da casa de passagem. Há três anos morando na Prainha, esta foi a primeira vez que a jovem teve que deixar a casa. "Saí porque fiquei com medo de encher demais e ficar presa na casa com os meus filhos. Espero voltar logo", afirma.
De acordo com a coordenadora da casa, Estela Maris da Rosa, a medida foi emergencial e atende à necessidade de acolhimento em situações de risco. "Outros locais da cidade estarão recebendo estas famílias, para que não fiquem desabrigadas". A Secretária de Desenvolvimento Social Márcia Falcão afirma que a instituição está atendendo as emergências e conta com a comunidade para a entrega de alimentos a estas famílias, caso necessário. Na cheia anterior, foram distribuídos 104 ranchos. "Estamos trabalhando em conjunto, unindo forças para atender estas pessoas em um momento tão delicado", destaca. As equipes da pasta também atuam em regime de plantão.
Cris Weber