No primeiro sábado de outubro, a 35ª edição do Prefeitura na Rua teve a ilustre presença do sol. Após um mês em que a chuva foi praticamente a única condição metereológica anunciada no estado, alguns canoenses aproveitaram a manhã amena e outros correram atrás dos prejuízos causados pelas cheias. Foi o caso de seu Olimpo da Silva, presidente da Associação de Agricultores do Bairro Mato Grande, que foi ao Campo do Benfica, local em que o prefeito e secretários municipais estavam despachando neste final de semana.
Acompanhados de demais integrantes da associação, seu Olimpo expôs ao prefeito Jairo Jorge a dificuldade que os cerca de 35 produtores estão enfrentando com as plantações e colheitas desde que iniciou o período de chuvas. "A enchente acabou com a nossa plantação. Viemos solicitar uma ajuda ao prefeito para recomeçar", contou.
Logo no início da conversa, Jairo Jorge propôs uma solução com uma idéia que deixou o grupo muito animado. "Acho que a solução para esse problema pode ir além de uma medida paliativa, podemos criar uma feira para os produtores canoenses. Seria uma novidade, pois uma feira realizada diretamente pelos produtores rurais ainda não existe aqui na cidade e dessa forma vocês conseguem ampliar não só os recursos para reiniciar a plantação como uma aumento fixo na renda mensal", argumentou.
O prefeito também solicitou que o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Valmor Ávila, viabilizasse um auxílio combustível para o trator que os trabalhadores utilizam na lida. 250 litros de óleo diesel serão entregues por semana durante três meses para os agricultores do Mato Grande. "A partir dessa semana já entregaremos esse combustível para eles e também faremos de tudo para que a Feira inicie ainda em novembro", destacou.
Seu Olimpo e seus colegas voltaram para casa extremamente satisfeitos e consideraram a conversa muito produtiva. Eles disseram que a oportunidade de vender direto para a comunidade do seu próprio município é gratificante e trará também mais lucros. Segundo os produtores o processo de compra e venda que eles realizam com a Central de Abastecimento do Estado (Ceasa) não está mais valendo a pena.
Mariela Carneiro