O filhote do primeiro bugio nascido no Minizoo Canoas morreu na semana passada. De acordo com o veterinário Elisandro dos Santos, um acidente originou o fato. "Encaramos como uma fatalidade. Não se trata de um filhote rejeitado pela mãe. Ele provavelmente caiu e encontramos o animal já morto, preso entre duas taquaras", lamenta.
A bióloga do Zoo, Liliana Castoldi, lembra que o próprio fato da macaca Caolha ter engravidado já foi uma vitória. "A gravidez nos surpreendeu positivamente. E isso demonstrou que o ambiente está cômodo e adaptado para a espécie", pondera.
Já o veterinário do zoo ressalta que o recinto onde nasceu o filhote conta com animais de origens distintas. "A Caolha, que havia ganhado o filhote, teve um olho perfurado. Outro macaco mais jovem perdeu parte da calota craniana, num ataque de cães. E a outra macaca perdeu as mãos num fio de alta tensão", ressalta o veterinário.
De acordo com Elisandro dos Santos, os bugios são animais selvagens, mas muito dóceis, por isso também acabam sendo vítimas de situações como essas. "No último período, a espécie ficou em situação mais vulnerável, sendo até mesmo caçada em decorrência da febre amarela. E quanto a isso, vale lembrar que o bugio não transmite esta doença para o homem. Sendo inclusive vítima deste mito", ressalta
Trabalho continua
Dois macacos filhotes estão recebendo atendimento específico no Minizoo. Apelidados de Babalu, de quatro meses, e Coquinhos, de cinco meses. Os pequenos macacos foram encontrados no Morro do Coco, no Parque de Itapuã. Os dois foram achados em situações distintas, mas no mesmo perímetro e encaminhados ao Zoo de Canoas.
Segundo dos Santos, os primatas tem uma dependência maior dos pais, por isso necessitam de cuidados especiais. "Eles estavam sozinhos. A mãe pode ter sido morta ou capturada. Ou, o grupo de macacos em que eles estavam foi alvo da ação de humanos e ao tentar fugir, os filhotes ficaram para trás", ressalta. Os bugios mamam por cerca de sete meses.
Rede de contatos cuida dos animais
Babalu e Coquinhos são exemplos de animais que chegaram ao Zoo por meio de uma rede montada para atendê-los. O grupo é formado pela secretaria de Meio Ambiente de Canoas e Porto Alegre, além do Núcleo de Fauna do Ibama, clínica Toca dos Bichos e o grupo Macacos Urbanos.
"A rede está sempre em contato e presta assistência o mais rápido possível. O fato do Zoo de Canoas ser um dos locais escolhidos para cuidar dos bichos demonstra que o espaço já é uma referência em reabilitação de animais", finaliza.
Josias Bervanger