Em passos curtos mas esforçados para acompanhar a procissão a Nossa Senhora na manhã desta segunda-feira, 12, as crianças que participaram da romaria mais pareciam anjinhos entre a multidão. Alguns, inclusive, levaram esta denominação de forma justa, pois estavam vestidos com roupas brancas e asas feitas com plumas e algodão. Eram os pequenos romeiros, que acompanhavam pais, mães e irmãos na caminhada de fé que se estendeu por aproximadamente 8 km. E eles não se abalaram com a distância: muitos puxavam as mãos dos pais, incentivando a continuidade do percurso.
Quem ainda não caminha precisou do apoio de colo. Caso do pequeno José, que é portador de hidrocefalia. Com apenas um ano e seis meses, ele era carregado pelo pai, vestido com roupas angelicais. A mãe do bebê, Tatiane Raquel Machado, 18 anos, estava ali para pagar uma promessa. "O médico disse que a tendência era só de que piorasse. Hoje ele está bem melhor e devo isso a Nossa Senhora". Um motivo de saúde também levou a menina Natally, 2 anos, a caminhar na companhia da mãe, a dona de casa Patrícia Feijó, 24. A garotinha nasceu prematura com a irmã gêmea e teve um problema sério de saúde no sangue. Foi só apelar à Santa que a cura chegou. "Minha filha só ficou boa pelas orações intermináveis que fizemos. Por isso, ela sempre estará conosco nas procissões", declara Patrícia.
Já a pequena Sabrina da Silva, 6 anos, estava caminhando com uma túnica branca, feliz pela participação em mais uma romaria. "Eu gosto de vir aqui caminhar e encontrar os amigos. Gosto muito da santinha, é legal rezar pra ela". Também na procissão, acompanhando a mãe e o irmão, estava Ana Julia Guissel, 6 anos. A pequena foi sucinta ao justificar a participação. "Eu adoro a Santinha". Todos seguiram até o fim do percurso, provando que para a fé não há idade.
Cris Weber