A Feira dos Produtores, que seria inaugurada nesta sexta-feira, 16, teve o lançamento adiado para daqui a duas semanas. De acordo com o Diretor de Economia Solidária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Pedro Giehl, o motivo é um pedido dos próprios produtores para que possam recuperar parte da safra, que foi perdida em razão dos temporais e cheias de setembro. Assim que lançado, o novo modelo de feiras contará com a participação de integrantes de grupos e associações dos bairros Estância Velha e Mato Grande, além da participação de empreendimentos da Economia Solidária. As bancas serão dividas por associações, que representarão os agricultores, expondo hortifrutigranjeiros, pães, massas e outros produtos como açúcar mascavo, arroz e farinha de trigo. O evento acontecerá sempre às sextas-feiras, das 09h as 17h, na Praça da Matriz (Centro) e aos sábados, no mesmo horário, em frente à rótula do Guajuviras.
Pedro ressalra que a intenção da nova feira é ampliar a área de comercialização dos produtores do município, oferecendo produtos de mais qualidade e com menor preço. "Manteremos a qualidade principalmente dos hortifrutigranjeiros, já que chegarão mais rápido à mesa dos consumidores", destaca ele, lembrando que até então todo produtor comercializava diretamente a CEASA. Folhosos como alface, chicória, couve e rúcula também devem ter bons índices de vendas. A estimativa é que estes produtos sejam vendidos a um preço 30% inferior ao dos supermercados.
Para uma apresentação mais atrativa da feira, as bancas serão padronizadas com um logotipo criado especialmente para o evento. Nas bancas com a identificação na cor azul, estarão os produtores. Grupos de economia solidária também participarão dos eventos, identificados pela cor amarela. De acordo com Ana Helena Barbieri, engenheira agrônoma do escritório da Emater na cidade, Canoas tem hoje cerca de 60 integrantes neste tipo de agricultura, que dependem do comércio para sustentarem toda a família. "Isso promove uma união entre os integrantes do núcleo familiar, que mantém com isso a tradição do cultivo destes produtos", ressalta.
Cris Weber