O quilombo Chácara das Rosas volta despertar a atenção de estudantes canoenses, agora a partir de um enquadramento de patrimônio histórico. Depois de ser matéria na Revista de História nesse mês de outubro, um grupo de estudantes da E.E.E.M. Guarani selecionaram esse quilombo urbano de Canoas para a realização de um estudo, como parte da Olimpíadas Nacionais de História da Unicamp. "É um fato marcante para a nossa cidade e para o RS; em vez de pegarmos prédios históricos, resolvemos analisar esse processo, que desencadeou uma vitória dessa comunidade, até então não valorizada", explica o esstudante Fernando Vargas, do 2.º ano do segundo grau.
Para a titular da Coordenadoria Municipal de Igualdade Racial(COPIR) de Canoas, Maria Aparecida Mendes, a conquista da titulação pela comunidade é caminho para um avanço maior pelo reconhecimento cultural de outras comunidades. "Queremos que esse lugar sirva de referência para a titulação de outros quilombos de Canoas", observa. Conforme o professor Diorgenes Lima, que ministra as disciplinas de história; filosofia e sociologia na escola Guarani, cerca de 15 alunos de turmas do 1.º ao 3.º daquela escola participam dessa Olimpíada. Durante a visita realizada no quilombo, Diorgenes convocou os estudantes a dedicar atenção especial à esse processo. "Vamos nos esforçar para produzir um texto à altura da história de vocês", assegurou.
Além da titular da COPIR; dos estudantes e de membros daquela comunidade, também participou da reunião a presidente da Associação dos Moradores da Chácara das Rosas, Isabel Cristina Generício, que também integra a coordenação da Federação Quilombola Estadual. Esse evento está envolvendo cinco fases e uma presencial. O grupo de Canoas já teria chegado até a quarta fase, que envolve o aprofundamento da pesquisa em uma referência considerada patrimônio histórico. "Nossa escolha também envolve um esforço por preservação por essa experiência, que é rara; Salvador não tem um Quilombo urbano, Canoas term", compara.
Ronaldo M. Botelho