A família é uma instância central no processo de inclusão dos deficientes, mas é preciso que exista consciência de que esta instituição se transformou. A consideração é do sociólogo Ronaldo Ribeiro, responsável pela Diretoria de Inclusão da Secretaria Municipal de Educação.
Ribeiro é um dos gestores municipais de Canoas, presente no seminário regional sobre deficiência, que ocorre Ulbra desde ontem, com a organização do CORDE; CONADE, em parceria com a Coordenadoria Municipal de Inclusão e Acessibilidade de Canoas. "Devemos nos perguntar, na abordagem da família sobre o deficiente, de que família estamos falando? Essa significação se dá de acordo com o contexto histórico, que não é engessado. A mãe hoje ocupa, não raramente, o papel do pai; e as propriedades às vezes, agregam vários núcleos familiares. E isso tem incidência sobre a noção de inclusão", considera.
Na manhã desta terça-feira, 20, foram finalizadas as discussões dos seis grupos de trabalho (Acesso à justiça; Trabalho e emprego; Assistente social e atendimento; Educação, cultura, esporte, turismo e lazer, saúde e ciência e tecnologia e Acessibilidade, habitação e transporte). Os participantes, vindos dos três estados da região Sul debateram, a partir do documento base, os artigos do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Ronaldo M. Botelho